Na ONU, Trump diz que considera 'aniquilar o Irã' caso não chegue a acordo
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU em Nova York, em 22 de setembro de 2026 ANGELA WEISS/AF...
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU em Nova York, em 22 de setembro de 2026 ANGELA WEISS/AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode "aniquilar o Irã" e mandar o país "para o inferno" em discurso nesta terça-feira (22) na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Poucas horas mais tarde, porém, anunciou que autoridades iranianas e americanas se reuniram também nesta terça para negociar. "Foi uma reunião de três horas", disse o presidente americano a jornalistas. Trump descreveu o encontro como "muito bom" e afirmou que planeja outro diálogo "em um futuro muito próximo". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Uma 'grande decisão' pela frente Durante seu discurso na ONU, Trump defendeu a guerra no Oriente Médio e reiterou que o Irã "nunca terá uma arma nuclear". Ele também disse que tem uma "grande decisão" pela frente. "Um acordo será feito com o Irã para que eles consigam reconstruir um grande país, como já foi antes, talvez um dos maiores países no Oriente Médio, ou será que eu tenho que aniquilar a República Islâmica para o inferno e rapidamente? Vamos tentar fazer um acordo logo após as eleições", afirmou Trump. Trump também fez alusão à política norte-americana de "guerra ao terror" ao citar os atentados de 11 de Setembro, em Nova York, e de 7 de Outubro, em Israel. 👉 Contexto: O discurso de Trump ocorre em meio a uma grave crise enfrentada pela ONU, em parte incentivada pelo próprio líder norte-americano. Desde que ele retornou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump não apenas criticou a instituição multilateral em diversas ocasiões como também criou um órgão internacional para rivalizar com a ONU, o "Conselho da Paz". Discurso do Lula 'O Brasil não cabe no quintal de ninguém', diz Lula em discurso na ONU Em discurso antes de Trump, Lula disse que o Brasil não vai "terceirizar a responsabilidade" de combater os grupos criminosos brasileiros —em referência à pressão da Casa Branca contra o PCC e o CV— e afirmou que entregou uma proposta ao presidente dos EUA sobre o assunto. "Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas", afirmou. No discurso na Assembleia Geral do ano passado, Trump revelou que se encontrou brevemente com Lula e disse que teve uma "química excelente" com o presidente brasileiro —relembre esse momento. A situação diplomática entre Brasil e EUA, inclusive, "virou do avesso" nesse meio tempo por conta de investidas do governo Trump para influenciar as eleições presidenciais brasileiras, que ocorrerão em outubro. Crise institucional da ONU ONU se prepara para a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas David Dee Delgado/Reuters A Organização das Nações Unidas (ONU) enfrenta atualmente constates ataques contra sua legitimidade, cortes de verba e uma crise geral de credibilidade. A crise, inclusive, tem até sugestões de dentro da própria ONU para que o órgão multilateral seja encolhido e "volte ao básico" para continuar existindo. Diante do cenário, a ONU usará sua 81ª Assembleia Geral para fazer um apelo pela sua própria sobrevivência. LEIA TAMBÉM: Em tom de despedida, Guterres admite ONU 'ultrapassada' e diz que IA ameaça humanidade na Assembleia Geral Por que o Brasil é sempre o primeiro país a falar na Assembleia Geral da ONU? Guerras, soberania e democracia: Lula quer fazer contraponto a Trump em abertura de assembleia da ONU Agora no g1